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A força do leite e companhia

25/01/2012

Os lácteos fornecem o que o esqueleto mais precisa para se desenvolver: cálcio, muuuito cálcio

A força do leite e companhia

Tomar leite é um grande negócio quando se é pequeno. Os bebês fazem a coisa certa e se empanturram do alimento — se até os 6 meses a opção disponível no cardápio for a versão materna, tanto melhor para eles. O problema é quando, crescidinha, a criança “decide” que não quer mais a bebida. Geralmente isso acontece quando o hábito de beber leite não é estimulado desde a mais tenra infância, logo que o pequeno dá adeus ao peito da mãe ou à mamadeira.

Já quando a família incentiva a mania, os ossos agradecem. “É durante a infância e a adolescência que ocorre um maior depósito de massa óssea no esqueleto”, afirma Fernanda Cobayashi, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. E para isso é preciso matéria-prima, ou seja, cálcio disponível no organismo. Mais do que um investimento a curto prazo, capaz de garantir o crescimento da criança, fornecer o mineral é formar uma poupança capaz de afastar o risco de osteoporose e fraturas na idade madura, ou seja, lá em um futuro longínquo.

Quando se avalia o consumo de lácteos em geral, o Brasil ocupa uma enfraquecida posição de lanterninha. Enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda que cada cidadão mirim do planeta consuma pelo menos 175 litros desses produtos por ano, a média brasileira fica em 130 litros por criança. Um pequeno dinamarquês, enquanto isso, sorve 405 litros de leite e outras bebidas lácteas; um francesinho não fica por muito menos, tomando 399 litros em média ao longo de um ano; uma criança alemã se esbalda com 375 litros anuais.

A indústria brasileira, justiça se faça, tenta compensar essa desafasagem. Está virando mania nacional suprir os produtos lácteos com mais e mais cálcio, sem contar várias vitaminas, para facilitar o alcance das metas para a ingestão de nutrientes na garotada do país.

Existem casos em que a criança não suporta leite ao pé da letra – mas aí estamos falando em alergia. A maioria, porém, precisa mesmo é se acostumar com a idéia — para não dizer com o sabor. Vamos ser claros como leite puro: as melhores fontes de cálcio de que se tem notícia são mesmo os produtos lácteos, não só o leite em si, mas também os queijos, iogurtes, pudins... “O leite de vaca é, de longe, o alimento mais rico nesse mineral, com 1,2 grama dele por litro. E, diga-se, a molécula de cálcio que ele fornece é de ótima absorção”, nota Fernanda Cobayashi. Como uma criança a partir dos 8 anos necessita de 1,3 grama do mineral todo santo dia para o seu desenvolvimento, o cálculo é simples: ela vai precisar de cada gota de todo esse leite, o suficiente para encher quatro copos ou xícaras grandes, a fim de obter um aporte adequado. Antes dos 8 anos, a recomendação é de 800 miligramas do mineral, o que dá uns três copos.